domingo, 29 de abril de 2012

Amor é pra quem ama

Como cantou Lenine, amor é pra quem ama. Não são todos que sabem amar. Não são todos que sabem deixar ser amados. Talvez seja esse o grande problema. Talvez seja esse o motivo de tantos amores não correspondidos, tantos amores mal amados e mal vividos.
Não são todas pessoas que estão habilitadas ao amor. Algumas não sabem amar. Outras não sabem ser amadas. Eu, sinceramente, não sei vos dizer qual desses é pior. Quem não sabe amar, é triste. Nunca desfrutará dos prazeres de uma paixão avassaladora ou de um amor quietinho, tranquilo, sereno, que traz brisa suave ao coração, a mente e a alma. Mas quem não sabe ser amado também é triste. É triste porque não consegue se deixar acariciar pelo doce toque de quem ama. É triste porque nunca conseguirá fazer o outro plenamente feliz ao lado seu. É triste porque sabe que  a qualquer momento pode vir outro alguém, que sabe amar e ser amado, e levar aquele por quem ele não se deixou ser amado. É triste porque a vida sem amor não tem cor. Perde a graça e o encanto. É triste porque são olhos dos apaixonados que enxergam além. São os corações dos apaixonados que fazem coisas grandiosas. São os apaixonados que sabem dar amor sem reservas, mas que também sabem receber amor sem medida.
 É, o amor não é para todos, é só para quem sabe amar e ser amado. É só para quem ama.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Mas o que é o amor?

Eu não sei como falar, só sei que falo. Há sentimentos que não se podem descrever, como sempre afirmam os eternos apaixonados. Mas é verdade, o amor não permite ser descrito em toda a sua totalidade. Isso porque nem tudo é vivido na sua essência: há amor de aparência; há amor de interesse, onde os beijos e carinhos são os últimos elementos a serem trocados; há amor de adolescente, em que tudo é motivo para faces enrubescidas. Há amores infantis, que em toda a sua inocência, servem de inspiração. Há amores da terceira idade, onde para alguns filósofos, realmente se experimenta a veracidade de um verdadeiro amor.
Há amores passageiros, que mereciam outro nome que não esse; há amores que viram paixão, depois viram amores, voltam a ser paixão e depois não se sabe mais aonde está. Há amores duradouros, inexoráveis, platônicos, Shakespeare que o diga.
Há amores tímidos, retraídos, escondidos e confidenciados; haja endolinfa para propagar tanto cochicho nos canais semicirculares. Há amores depravados, aturdidos, ignorados, confudidos, embaraçados. Diz-se que ama e já não sabe se ama, são os amores indecisos, ou seriam os ignorantes?
Há amores sofridos, não correspondidos, chantageados, iludidos. Há amores acabados, retomados, destruídos (embora digam que ele nunca acabe). Há amores feridos, há os que saram; há os que doem, há os que curam; há os limpam, há os que sujam.
Não acredito que sejam vários os tipos de amores... O que variam, são os seus amantes!

O que produziam os beijos dele

Os seus beijos faziam-na esquecer do mundo, esquecer dos problemas e da vida.
Vamos capturar esse momento, registrar essa poesia gratuita da vida e eternizá-la, nem que seja somente em nossa mente insana.
Os seus beijos coloriam o dia dela e transformavam tudo em poesia.
Vamos fazer desse nosso mundo, o mundo real. Vamos viver esse instante com a intensidade que se vive a realização de um sonho ou os últimos dias de nossas vidas, quando esses já nos são anunciados.
Os seus beijos transformavam a melancolia da chuva na delicadeza de uma chuva colorida de flores.
Vamos transformar essa poesia em vida e distribuí-la pelas esquinas, aos que já perderam os encantos dela, aos que ainda não se perderam nos encantos dela, aos que ainda nem se quer entraram nela.
Os seus beijos eram pequenos instantes da eternidade.
Vamos pegar o sonho e transformá-lo em música. Fazer um jazz com a vida e dançá-lo juntos. E bailar pela vida cada nota com a perfeição exata de um caos ordenado.